sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Não é hora de bravata

Por Arimatéia Azevedo

Qualquer estudante de Direito, ainda no primeiro período, aprende que o Estado brasileiro é uma federação e por ser assim, as unidades, os Estados, são autônomos, entretanto, não independentes e que os chefes dos Executivos, presidente da República, governadores e prefeitos, tem papeis constitucionais definidos. Está na Constituição Federal de 1988. Custa acreditar por assim entender, que passados 30 anos da sua vigência, pessoas como o recém empossado presidente da República passe à nação o total desconhecimento dessa realidade, mostrando-se completamente ignorante quando diz que não é o presidente do Nordeste, sendo ele o presidente do Brasil. Tem-se então, um entendimento tacanho daquela deplorável realidade: a da institucionalização do preconceito, daí dando margem a outros ignorantes de fazerem discriminação em relação aos nordestinos, como se tem visto nas redes sociais. Para piorar, ao invés de enquadrarem o presidente na letra fria da constituição, os governadores nordestinos entram no jogo e reagem no mesmo nível de raciocínio. A Confederação do Equador, que foi um movimento separatista ainda no primeiro império, pregava a implantação da República, a libertação dos escravos e a separação do Brasil, implantando, assim, a República Nordestina da Confederação do Equador. Sorte do Brasil que o imperador Dom Pedro I agiu com mão de ferro, sufocando militarmente o movimento e condenou à morte 15 confederados, dentre eles, dois religiosos, o Frei Caneca e o padre Mororó. Não se deseja hoje, que ninguém seja punido tão radicalmente como aqueles, mas seria saudável que os governantes soubessem interpretar a lei. A hora é de somar esforços, tirar o país do comando do crime organizado e não de bravatas.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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