quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Quem não pode com o pote...

Por Arimatéia Azevedo

Ontem, se disse aqui que da coletiva prometida pelos procuradores da República sobre o escândalo da operação Topique se avançaria nas investigações, inclusive na divulgação de mais nomes. Nada disso ocorreu. Então, este jornalista apossou-se da milenar expressão “a montanha pariu o rato”. Isto é, o que era para ser, não foi. O que foi divulgado, apenas modelou o que já era esperado. Pois bem, voltando à questão da eleição da Assembleia Legislativa, com os oposicionistas rendidos e sem condições sequer de montarem uma chapa, dá para se usar a mesma expressão milenar, só que ao contrário. Ali, “o rato pariu a montanha”. Depois que vazou até um áudio de Júlio Arcoverde dizendo que ia enredar para o governador (que ainda está em férias) sobre a ausência de um nome do Progressistas na Mesa Diretora, o desfecho se deu na manhã de ontem. Por conta dos telefonemas do govenador, que finalmente foi forçado a entrar na confusão, mudaram a chapa. Saiu Dr. Hélio, do PR, da primeira vice-presidência e colocaram Fernando Monteiro, como representante do Progressistas, sem sequer ser filiado a esse partido. Ele está de malas e bagagens para mudar, mas por enquanto continua sendo do PRTB. Então, nessa história cabe relembrar aquela famosa frase do senador Ciro Nogueira ao empurrar Hélio Isaias para peitar Themístocles Filho: “O Wilson o PT não aceita, o Júlio não serve, o Hélio eu finjo que é meu, mas o governador tem certeza que é dele”. Com a entrada de Fernando Monteiro na cena, a frase agora tem outro viés, que poderia ser pronunciada por Themístocles Filho: “O Fernando eu finjo que é meu, mas o Ciro tem certeza que é dele”. Enfim, quem saiu perdendo nessa batalha foram os arrogantes que, sem ao menos integrarem aquele poder, pensavam que tudo podiam. Tentaram tocar fogo na campanha eleitoral do legislativo, mas o vento jogou a labareda para cima deles, que ficaram desmoralizados, com a moral chamuscada. Nas redes sociais, agora, o senador finge que que não é com ele, chega ao ponto de dizer que “o envolveram na eleição da Assembleia”, num desplante tal, que só passa ao eleitor puro cinismo. O senador do Progressistas lembra aquele sujeito que quis ir mais longe e não ganhou nada. Não aprendeu com o velho ditado, segundo o qual, quem não pode com o pote não pega na rodilha.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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