quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Reações à reforma

Por *Arimatéia Azevedo do Portal AZ

Apesar de, em manchete do O DIA, de ontem, o governador Wellington Dias disse acreditar na normalidade na votação da reforma administrativa, os movimentos registrados na sede da Assembleia Legislativa por vários segmentos do funcionalismo sinalizam em outra direção. Ou seja, é preciso muito diálogo, verba e cargos, para que a proposta do Executivo se torne realidade. Barulho fora do legislativo e muitas queixas em gabinetes, o projeto sofre risco de ser descaracterizado. Do lado de fora, os servidores estão determinados a gritar contra a reforma e a favor de seus direitos. Do lado de dentro, toma corpo um movimento entre os deputados aliados ao governador por espaços no governo. Os antigos parlamentares estão aparentemente aquinhoados porque da gestão passada eles mantém os seus protegidos pendurados nos cargos. O governador não mudou praticamente ninguém. Já os novatos, entretanto, querem endurecer o pescoço porque não têm nada. Nem promessa, uma vez que, por esses próximos meses, Wellington gostaria de manter a decisão de não abrir o cofre (vazio, vazio) e não quer escancarar as janelas do fisiologismo onde a moeda de troca seriam cargos e obras. O consolo dos poucos deputados da oposição é se juntar no discurso às corporações de servidores uma vez que o governo dispõe de uma bancada de 25 parlamentares. Daí o dilema do governador que corre o risco de ficar refém da ganância dos seus próprios aliados. A cantilena, pública, dos aliados, é: “não votei no governador para congelar salário e não ganhar o que me cabe na administração”.
*Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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