quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Se ficar o bicho pega...

Por Arimatéia Azevedo

O governador Wellington Dias está entre duas esfinges: os ex-governadores Freitas Neto e Alberto Silva. Ele deve decidir que caminho realmente pretende tomar nessa reforma. Ou faz como o ex-governador Freitas Neto, que foi forçado a cortar fundo, demitindo milhares – falam que chegou a 50 mil – de pessoas, extinguiu cargos e órgãos, administrou financeiramente na ponta do lápis para poder sair do governo com a excelente imagem de competente gestor. Ou então, o governador pode seguir fazendo o que fez Alberto Silva, no segundo governo (1997-1991), deixando uma máquina completamente desestruturada, com uma greve de funcionários que durou sete meses e oito meses de salários atrasados. Essa reforma, pelo que se viu, é ‘mea boca’, uma vez que a economia que se pretende, é de quase nada. Quando se diz aqui que a reforma é de faz de conta, é porque todo esse esforço anunciado é para reformar tudo que ele praticou nos três governos, até aqui. Se quiser realmente imitar Freitas Neto, Wellington precisa dar as costas ao compadrio, negar pedidos dos políticos, dos seus aliados, que na frente de um microfone ou câmera de televisão, defendem cortes e mais cortes no governo, mas na calada da noite, exigem a manutenção dos seus protegidos ou apaniguados nos cargos. Sem precisar baixar o nível, não custa dizer que o governador está naquela situação ditada pela sabedoria popular: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. 
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana 

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