terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

VOO QUE MATOU RICARDO BOECHAT ERA IRREGULAR

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a empresa dona do helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat não podia fazer táxi aéreo; segundo a Agência, a aeronave só podia prestar serviços de reportagem aérea e qualquer outra atividade não poderia ser realizada.
Por Brasil 247

O helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera no início da tarde desta segunda-feira 11, num acidente que deixou dois mortos: o jornalista Ricardo Boechat e o piloto, Ronaldo Quattrucci. Depois de apresentar o jornal na Band News FM, na capital paulista, Boechat seguiu para um evento organizado para uma indústria farmacêutica, em um hotel em Campinas, no interior de São Paulo. A RQ Serviços Aéreos, dona do helicóptero, foi contratada pela Zum Brasil, que por sua vez foi contratada pela farmacêutica Libbs pra organizar o evento em Campinas. A Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo feito. Confira a nota:
"A aeronave de matrícula PT-HPG, acidentada hoje, em São Paulo, era operada e pertencia à empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA. A empresa possui autorização da ANAC para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aero-reportagem, aero-filmagem, entre outros do mesmo ramo. A aeronave acidentada também estava certificada na categoria SAE. Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a ANAC abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente".
Fonte: Agência Brasil
Edição: Mário Pires Santana

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