terça-feira, 5 de março de 2019

O custo da festa

Por *Arimatéia Azevedo

O carnaval termina hoje e seria realmente bom se governo e prefeituras tivessem usado parte do tempo dessa festa para medir seus custos e a relação positiva deles para as cidades que usam parte de seus recursos públicos para promover ou apoiar eventos carnavalescos. Ocorre, no entanto, é que os cofres públicos despejam dinheiro em eventos sem que haja preocupação em medir a repercussão do uso desse recurso. Uma pena, porque isso termina por deixar o gasto público com eventos culturais e entretenimento público em uma zona cinzenta de eterna desconfiança. A falta de dados robustos sobre haver ou não ganhos com a aplicação de recursos públicos em carnaval será sempre um problema para os gestores. Por variadas razões, mas fiquemos na mais elementar: os organismos de fiscalização e controle sempre poderão alegar que há demandas mais prioritárias para a aplicação do recurso que festas carnavalescas. É um contraponto bastante poderoso, simpático e que somente poderá ser desmontado se, a partir de auditorias independentes, se puder comprovar que a aplicação de recursos públicos em eventos carnavalescos apresenta mais ganhos que perdas. Se não houver estudo, sempre prevalecerá a ideia do desperdício com uma ação supérflua. Ou que ainda é pior: continuarão dizendo que gestores usam essas festas para lavar dinheiro.
*Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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