terça-feira, 2 de abril de 2019

BRASIL AMEAÇA COMÉRCIO COM A CHINA PARA FAVORECER EUA, NOSSO CONCORRENTE, DIZ MIRIAM LEITÃO

A jornalista Miriam Leitão destaca que "o governo Bolsonaro não tem uma política externa" e que após colocar sob ameaça as exportações de carne para os países árabes, que chegam a US$ 4,5 bilhões, as recentes declarações contra a China "podem ter efeitos no comércio exterior". "Os chineses falam pouco e mostram seu desagrado em ações concretas. O problema é que eles são grandes para nós. A China comprou 86% da soja que o Brasil exportou no ano passado e 50% de todas as vendas da Vale", ressalta.
Por Brasil 247

A jornalista Miriam Leitão destaca que "o governo Bolsonaro não tem uma política externa. Não a formulou ainda. O filho do presidente faz sombra ao chanceler, que se ocupa com revisões delirantes da História". Para ela, na viagem que fez a Israel, Bolsonaro "só está conseguindo desagradar todos os lados e ainda entrar na disputa eleitoral, sendo usado pelo primeiro-ministro Bibi Netanyahu" e suas recentes declarações contra a China "podem ter efeitos no comércio exterior. Os chineses falam pouco e mostram seu desagrado em ações concretas. O problema é que eles são grandes para nós. A China comprou 86% da soja que o Brasil exportou no ano passado e 50% de todas as vendas da Vale", ressalta em sua coluna no jornal O Globo.
"Na cruzada mística do chanceler, o Brasil tem que se unir aos Estados Unidos para "salvar a civilização cristã" de ameaças como a China. No mundo real, onde as coisas acontecem e negócios são feitos, a China é o maior parceiro dos Estados Unidos e nosso competidor em vários produtos", observa.
Além das ameças ao comércio internacional - a exemplo dos países árabes que ameaçam cortar as importações de carne brasileira, que chegam a US$ 4,5 bilhões(Leia no Brasil 247), Miriam Leitão destaca que "nos órgãos internacionais, o Brasil se isola e toma posições exóticas". "São ridículas as posições que o Brasil vem adotando em órgãos multilaterais. E isso sem falar nos delírios do ministro Ernesto Araújo com o tal "esquerdismo" de Hitler", afirma.
Leia a íntegra da coluna. 
Fonte: Brasil 247
Edição:Mário Pires Santana

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