sábado, 13 de abril de 2019

NOVA YORK REJEITA BOLSONARO: CIENTISTAS E PREFEITO TENTAM BARRAR HOMENAGEM AO PRESIDENTE

Uma carta assinada por cientistas, estudantes, funcionários e educadores do Museu Americano de História Natural pede à presidente da instituição que impeça que o presidente brasileiro seja homenageado pela Câmara Brasileira-Americana de Comércio em um evento no espaço em maio; o próprio prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chamou Jair Bolsonaro de "ser humano perigoso", racista e homofóbico.
Por Brasil 247

Uma carta assinada por cientistas, estudantes, funcionários e educadores do Museu Americano de História Natural pede à presidente da instituição, Ellen Futter, que impeça que o presidente brasileiro seja homenageado pela Câmara Brasileira-Americana de Comércio em um evento que será organizado no espaço em maio. Bolsonaro será homenageado como "Pessoa do Ano" pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Na carta, o grupo chama Bolsonaro de "fascista" e se diz "profundamente preocupado" com a possibilidade de que o
local seja usado para homenagear "esse homem" que tem valores "diretamente em conflito" com os valores do museu,  informa o jornalista Jamil Chade.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, também fez críticas a Jair Bolsonaro e pediu ao museu que não realizasse o evento. De Blasio, que no ano passado disse que a morte de Marielle Franco mostrava o "declínio da democracia brasileira", agora chamou Bolsonaro de "ser humano perigoso", racista e homofóbico. 
"Bolsonaro não é perigoso somente por causa de seus racismo e homofobia evidentes", afirmou o prefeito em uma entrevista concedida à rádio WNYC nessa sexta-feira 12. "Infelizmente, ele também é a pessoa com maior poder de impacto sobre o que se passará na Amazônia daqui para a frente", completou.
O perfil do museu no Twitter informou que havia preocupação por parte deles em relação à cerimônia e explicou que o espaço foi alugado pela Câmara antes de os homenageados terem sido escolhidos.
"O evento, de nenhuma maneira, reflete a posição do museu que há uma necessidade urgente de conservar a Amazônia, que tem profundas implicações para a diversidade biológica, as comunidades indígenas, mudança climática e o futuro da saúde do nosso planeta", explicou o museu em um comunicado.
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana

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