sexta-feira, 24 de maio de 2019

Com Bolsonaro, desmatamento aumenta e fiscalização cai na Amazônia

POR GIOVANNA GALVANI
DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA (FOTO: ABR)
Em uma quinzena, o cenário da tragédia que toma conta da Amazônia dá as caras: de 1º a 15 de maio, foram desmatados 6.880 hectares de mata – uma média de 19 hectares por hora. Para mensurar, em menos de um mês, sumiram 7 mil campos de futebol.
Os números constam de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo e coincidem com o sufocamento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgãos de defesa e monitoramento constantemente criticados pelo governo Bolsonaro.
As multas, que nivelam o quanto a floresta tem sido observada, vêm caindo. As autuações por crime contra a flora aplicadas pelo Ibama despencaram de 1.290 para 850, observando-se os mesmos períodos de 2018 e 2019.
O presidente fala em uma “indústria da multa”, que afastaria investidores da floresta. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diz priorizar a política ambiental urbana, mas parece se esquecer de nomear cargos estratégicos para a proteção de um patrimônio natural da humanidade.
Vazio ambiental
Segundo o site do MMA, os secretários de Biodiversidade, Florestas e Desenvolvimento Sustentável ainda constam como ‘cargos vagos’. Da mesma maneira, as direções dos departamentos de Conservação e Manejo de Espécies, Conservação de Ecossistemas, Patrimônio Genético, Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos, Desenvolvimento Sustentável e Florestas também estão vazias.
E o problema não se limita à Amazônia. Segundo o Observatório do Clima, o ICMBio não realizou nenhuma operação de fiscalização no último mês, e um dos motivos seria o vazio das superintendências estaduais.
Dos 27 estados, incluindo o Distrito Federal, apenas Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo têm coordenação para operações estratégicas. Em 2018, os estados que mais desmataram a Amazônia foram Pará, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas.
Fonte: CartaCapital
Edição: Mário Pires Santana

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