sábado, 18 de maio de 2019

Desemprego crescente no Piauí

Por *Arimatéia Azevedo do Portal AZ

O IBGE divulgou na quinta-feira a PNAD Contínua. Não são nada bons os números do Piauí, que lidera a taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil, ou seja, temos muita gente desempregada e muita gente trabalhando menos que 40 horas semanais e que gostaria de ter um segundo período para ampliar o ganho salarial. Há uma crise de desemprego agravada pelo desaparecimento de 27 mil postos de trabalho, incluindo milhares deles ocupados por gente que não tinha carteira de trabalho assinada. Há 19 mil trabalhadores da construção civil de cara para cima porque o setor está paralisado pela falta de obras – que no Piauí são mais numerosas em áreas como a habitação financiada pelo setor público. A perda do nível de emprego e consequente redução da massa salarial em setores como a construção civil acarreta queda no consumo e gente perdendo seus empregos no setor de serviço. Evidentemente que não há solução somente local para o problema da desocupação recorde, porque além de melhoria do ambiente para negócios, com reformas como a da Previdência e tributária, é fundamental haver dinheiro para investimento no setor público, seja de receitas tributárias, seja de parcerias com o setor privado. Sem investimento público, Estados como o Piauí tendem a seguir com elevadas taxas de desemprego e subutilização de mão de obra.
*Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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