sábado, 11 de maio de 2019

EDUARDO MOREIRA: MILITARES SÃO REFÉNS DA CAMA DE GATO QUE ARMARAM

"Eles apoiaram um cara extremamente desequilibrado, absolutamente limitado e incapaz", afirma o economista Eduardo Moreira, em entrevista à TV 247; "Os militares possuem um bônus em participar do governo, pois ocupam pastas estratégicas, mas também um ônus imenso: se o governo der errado, é inevitável que essa instituição [Exército], que é uma das mais respeitáveis do país, seja destroçada em sua credibilidade", acrescenta.
Por Brasil 247

O economista e ex-banqueiro Eduardo Moreira analisa o papel dos oficiais no governo Bolsonaro e constata que "os militares se tornaram reféns de uma cama de gato que eles mesmos armaram". "Eles apoiaram um cara [Bolsonaro] extremamente desequilibrado, absolutamente limitado e incapaz, que nem no exército conseguiu chegar a lugar nenhum", expõe à TV 247. "Os militares possuem um bônus em participar do governo, pois ocupam pastas estratégicas, mas também um ônus imenso: se o governo der errado, é inevitável que essa instituição [Exército], que é uma das mais respeitáveis do país, seja destroçada em sua credibilidade", acrescenta. 
Moreira segue suas críticas ao governo e afirma que "toda vez que o governo anuncia cortes, a população deve se perguntar qual o destino desse dinheiro" e revela que "o dinheiro dos cortes está indo para o pagamento dos juros da dívida com os bancos".
O economista também cita os cortes que do governo na área da educação como algo estratégico. "É na juventude que se vive o arquétipo do herói, que acredita-se que há possibilidade de mudar o mundo. É ali que há um controle".
"É nessa idade que se tem tempo, idade e disposição. E graças a Deus a turma está se levantando", observa. 
Ele ainda cita como um grande instrumento de coação social dos grandes capitalistas "a dependência da classe trabalhadora em não deixar que ela tenha acesso aos meios de produção". "Isso é extremamente danoso", conclui.

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