segunda-feira, 27 de maio de 2019

Fábrica de cimento

Por *Arimatéia Azevedo

Durante mais de 20 anos houve um esforço institucional do governo do Piauí para que fosse aberta a fábrica de cimento Itapissuma, em Fronteiras. O Estado deu isenções fiscais, viabilizou energia e uma estrada para favorecer a indústria. A contrapartida seriam empregos (1.200) e o valor agregado do ICMS gerado pela atividade industrial. A gestão ruinosa do Grupo João Santos levou ao fechamento da planta industrial em Fronteiras, mais de dois anos atrás, e toda a região no entorno deprimiu-se economicamente. Para piorar as coisas, estaria havendo uma espécie de canibalização dos equipamentos da indústria, o que pode ensejar em uma dificuldade ainda maior de uma retomada da produção de cimento em um local onde a matéria-prima é suficiente para uma operação de pelo menos cinco décadas. Tem-se pela frente o desafio de fazer essa indústria voltar às atividades. É papel das autoridades das áreas de finanças, planejamento e desenvolvimento econômico do Piauí, que aparentemente deixaram de se mexer com o fito de reabrir a planta industrial. Nem elas nem o governador do Estado, nem os congressistas, cujas preocupações atuais não parecem incluir uma empresa industrial que viabiliza economicamente uma região, concorre para desenvolvimento do Estado, gera empregos.
*Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia.
Fonte: Portal AZ
Edição: Mário Pires Santana

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