terça-feira, 14 de maio de 2019

Minha mãe, meu Oceano

Por *Monaliza Nathália

Infinita em si mesmo 
Amor que de tão longe, não se pode ver o fim 
E assim como areia espera água, sempre espera por mim 
As vezes mar revolto, as vezes calmaria 
Nem pasme, nem estranhe
essa é minha mãe de todo dia 
Dela o que sabemos é uma gota, mas o que tem dentro é um oceano 
Dentro do oceano vivem muitas criaturas
Dentro de minha mãe também. Vive eu, vive os irmãos, vive tudo muito além. 
Por um tempo fui seu Barquinho 
Sendo levado por onde conduzia
Não precisava remar, sair e nadar 
Porque até na tempestade sabia me acalmar 
Hoje eu criei o veleiro, tomei o controle da vida,
Mas mesmo de longe, posso ver o seu mar me desejando calmaria. 
Nesse teu imenso azul, iluminando pelo sol ou pela lua, eu escrevo pra acabar com a solidão desse meu dia
Não posso te mergulhar hoje, nem se quer molhar os pés em ti
Mas sentada aqui na área, admiro esse seu Oceano sem fim.
*Monaliza é fisioterapeuta e escritora
Edição: Mário Pires Santana

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