sábado, 29 de junho de 2019

A aventura, beleza e dificuldade do Desafio Serra dos Matões

Das provas oficiais de corridas de trilha, o Desafio Serra dos Matões era a que faltava ticar no meu calendário.
Por Zan Viana
Nunca dava certo. Em 2019 finalmente entendi porquê esta prova carrega um peso, uma história nos esportes envolvendo natureza. Minha estreia foi logo com a edição Mirantes, pontos turísticos da cidade de Pedro II, que enchem os olhos de quem observa o tapete verde a se perder no horizonte. 
Percorri, correndo, quatro desses mirantes (Gritador e Araras, dois que tenho conhecimento). Corri rente com o precipício (o que dava certa vertigem), corri quase sempre tendo a visão deles, sendo arrebatado pela mistura de azul do céu e verdes das matas. Que sensação incrível, que emocionante! Em certo momento este prazer visual se somou ao auditivo, quando nos deparamos com a apresentação da Orquestra Tamoio em uma posição estratégica com mais de 180° do mirante (outros grupos artísticos se apresentaram no decorrer da prova). Êxtase. 
Mas para chegar a estes cenários, subidas insanas eram necessárias. E é ai que entra o nível de dificuldade da prova, considerada (e de fato, é mesmo) a mais técnica e que exige uma preparação dos atletas. Estas subidas foram um total de 4 e deixaram muitos competidores desclassificados por não chegar a tempo no temido ponto de corte. Fui guerreiro neste sentido e me emocionei a ponto de chorar na chegada. Foi uma superação enorme, consegui com bolhas nos pés dado a quantidade de descidas com pedras (também falhei no uso de acessórios - meias apropriadas, uma lição para as próximas corridas).
Medalha no peito representando a aventura permeada de emoções intensas; ficam todas elas na memória e no corpo bastante quebrado pelo esforço. Fica também a gratidão ao idealizador e organizador deste evento que tem uma beleza universal, o Luciano Uchôa. A corrida tem uma super estrutura com um staff de colaboradores que deixa o corredor completamente seguro: bombeiros, assistência médica, balizadores, sinalização, hidratação (o que eram os copos de alumínio no ponto de apoio!?), até helicóptero tinha. Evento impecável, opinião unânime dos participantes. Pra finalizar, agradecer o incentivo e os aplausos dos moradores da região. Vou levar comigo pra sempre. O meu esforço, garra e determinação foram importantes; mas os treinos aos finais de semana com os Caçadores de Trilha e o treino específico feito pelo instrutor Daniel Ribeiro na academia Eugênio Fortes Prime foram imprescindíveis na realização deste sonho. Revigorado.
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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