sexta-feira, 7 de junho de 2019

Crimes sem castigo

O caso dos envolvidos com a grilagem de terra em Luís Correia vai muito além dos fatos que foram postos até aqui, nas investigações iniciais, e colocadas na imprensa. 
Por *Arimatéia Azevedo do Portal AZ
O caso dos envolvidos com a grilagem de terra em Luís Correia vai muito além dos fatos que foram postos até aqui, nas investigações iniciais, e colocadas na imprensa. Só por isso mesmo, nos pedidos de prisão do empresário Luiz Neto, e de outros envolvidos, pode esconder outros fatos ilícitos, além daqueles que motivaram diversos pedidos de busca e apreensão em escritórios e residências. Pelos teores das gravações divulgadas no Piauí TV da TV Clube, e pelas revelações do chefe do Gaeco, promotor de Justiça Rômulo Cordão, pode-se verificar que a questão avança bem além da dita organização criminosa e dos crimes de esbulho possessório, fraude em documentos, e outros equivalentes, como corrupção ativa e passiva. Os fatos graves apontados avançam também por violação de sigilo funcional, obstrução de justiça, prevaricação, dentre outros. Por exemplo, o secretário de segurança, deputado-capitão Fábio Abreu, precisa urgentemente vir a público esclarecer o envolvimento eventual de seu nome em acobertamento dos fatos, porque, pela conversa entre Luiz Neto, um dos acusados e Apoena Machado, um dos advogados envolvidos na trama, percebe-se claramente que esperam do secretário de segurança a transferência do delegado titular de Luís Correia, Maikon Kaestner, e a subsequente nomeação de outro delegado, no caso, Eduardo Ferreira, que viesse a favorecê-los com acobertamento de todas as investigações, encerrando-as sem indiciamento de nenhum deles. Pelo que se pode verificar, o Ministério Público, através do promotor comandante do Gaeco, Rômulo Cordão, muito mais trabalho existe, porque o aparelho policial parece contaminado de segmentos pouco confiáveis, tanto na parte das investigações, como, pelo que se pode comprovar, também na fase de aplicação de medidas coercitivas ou de coleta de provas, que bem podem macular todo o processo de investigação e de punição contra os responsáveis. Dentro dessa lógica, pelo desejo de Luiz Neto, marido da delegada Cassandra Morais Sousa, na conversa que teve com ela (recebendo a informação privilegiada de que sua prisão havia sido decretada), este seria somente mais um dos muitos crimes sem o castigo devido.
*Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia.
Edição: Mário Pires Santana 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são de responsabilidade de seus autores, e não refletem, de maneira nenhuma, a opinião do redator deste portal.