segunda-feira, 8 de julho de 2019

Investimentos em ciência retrocedem 15 anos

Físico Ildeu Castro Moreira, reeleito para a presidência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Reeleito para a presidência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o físico Ildeu de Castro Moreira diz que a situação da Ciência e Tecnologia no país é catastrófica; "Voltamos ao nível de investimento de 15 anos atrás. Isso é catastrófico", afirma.
Por Brasil 247

Reeleito para a presidência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o físico Ildeu de Castro Moreira diz que a situação da Ciência e Tecnologia no país é catastrófica. "Voltamos ao nível de investimento de 15 anos atrás. Isso é catastrófico", afirma Ildeu ao Projeto Colabora. 
"Depois do último corte (ou contingenciamento, como o governo gosta de chamar) as universidades, principais responsáveis pela pesquisa científica no país, estão com muitas dificuldades para manter seus laboratórios funcionando. Essa recomposição orçamentária é uma das prioridades dessa nova gestão á frente da entidade que completa 71 anos. Para isso, apoia a criação da Frente Parlamentar Mista para a Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, composta por integrantes de todas as legendas", conta a reportagem.
Ildeu explica: "A instituição vem desde 2014 criticando esses cortes de investimento na área de Ciência e Tecnologia, que foram se acentuando. Em 2017, a situação piorou, no ano passado caiu um pouco mais e este ano caiu mais ainda. Então, esse contingenciamento de 42%, que na prática se transforma em corte, levou o investimento em Ciência e Tecnologia para a ordem de R$ 3 bilhões, que é menos de um terço que tínhamos há dez anos. Voltamos ao nível de investimento de 15 anos atrás. Isso é catastrófico".
"Enquanto isso, vemos que outros países que fazem acordo com a gente, como a Alemanha, França, Estados Unidos, Coréia, Japão, China estão aumentando significativamente os recursos para Ciência e Tecnologia. A Alemanha fez agora um projeto para nos próximos dois anos colocar 180 bilhões de euros, o que vai fazer com que os recursos do país para a área seja quase que dobrado em 10 anos", diz o físico.
Fonte: Brasil 247
Edição:Mário Pires Santana

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