domingo, 7 de julho de 2019

Piauí pode dar até 9 votos para a reforma da Previdência

Rejane Dias: voto da deputada na reforma pode mudar se houver a inclusão de estados e município no texto final.
Por *Fenelon Rocha
Foto/Divulgação/Câmara dos Deputados
Começa a contagem de votos para o grande embate no plenário da Câmara dos Deputados em torno da proposta de reforma da Previdência. No governo, há estimativas de que hoje a proposta teria o apoio de 320 votos, 12 a mais que o exigido para uma emenda à Constituição. A contabilização passa por avaliação do comportamento das bancadas de cada estado. No Piauí a avaliação é que a reforma tem amplo apoio, podendo garantir até 9 votos dos 10 representantes piauienses na Câmara. Mas esse número depende do andamento das discussões.
Como emenda constitucional, a proposta de reforma precisa de três quintos dos votos da Casa, repetidos em dois turnos – o mesmo tipo de exigência também acontece no Senado. Na Câmara, portanto, são necessários 308 votos em cada turno; no Senado, 49 votos. Na Câmara, onde há mais atenção a esse quorum qualificado, os articuladores afirmam a necessidade de uma margem de segurança. Por isso Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, acha que um bom referencial é um apoio de 330 – para não ser surpreendido por mudanças de última hora ou por ausências inesperadas. Se a proposta for submetida a votação plenária como está – ou seja, sem contemplar estados e municípios –, a
expectativa é que 8 dos 10 deputados piauienses votem pela reforma. As discrepâncias seriam os dois nomes do PT: Assis Carvalho e Rejane Dias. Mas a mudança no texto para inclusão dos estados deve alterar um desses votos: nesse caso, Rejane votaria a favor. Seria um 9x1.
*Fenelon nasceu em União (Piauí), fez comunicação na UFC, mestrado na UFRJ e doutorado em Salamanca (Espanha), com uma tese sobre campanhas eleitorais que recebeu a nota máxima. É professor da UFPI, e publicou livro sobre comunicação e também sobre mulheres que marcaram época na história do Piauí. Pode ser chamado de unionense, botafoguense, professor, cientista político. Mas costuma ser tratado pelo que mais o identifica: Jornalista.
Fonte: cidadeverde.com

Edição: Mário Pires Santana

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