quarta-feira, 17 de julho de 2019

Uma Viagem no Tempo

Por Mário Pires Santana
Sempre que me dirijo ao Centro da cidade, passo em frente ao outrora imponente, Ginásio Parnaibano. Depois de idas e vindas, um abandono inexplicável pelo governo Estado. Foi repassado para o SESC Parnaíba, por interferência de seu presidente, Valdeci Cavalcante. 
Após o início do restauro, passava a olhar com vontade de entrar. Nesta segunda-feira passada criei coragem, pedi licença aos operários e entrei. Fiquei surpreso ao circular pelos longos corredores e amplas, salas de aula. Percebi o andamento avançado das obras. Todo o assoalho foi trocado por nova madeira de lei, igualzinho ao original. Um restauro de “qualidade total”, em todo o recinto, mantendo todos os pormenores das origens do prédio. Tenho a impressão de que, tudo, no nível do restauro da União Caixeiral.
Viajei no tempo... Ali passei parte da minha adolescência. Foram sete anos,
iniciados no ano de 1959 aos 13 anos. Naquela época era uma instituição particular, dirigido pelo saudoso, professor José de Lima Couto.
Em 1960 o então governador, Francisco das Chagas Calda Rodrigues -  parnaibano -, através de Lei específica, o transformou no Colégio Estadual Lima Rebelo. Uma justa homenagem, ao jurisconsulto parnaibano, José Pires de lima Rebelo; um dos fundadores do Ginásio. 
A lamentar a destruição da memória mais importante da instituição. Seus Quadros de Formatura!
Por ocasião da mudança para seu endereço definitivo, seus quadros memoriais foram despejados como entulho”, no porão abaixo do assoalho. Um crime hediondo.
A restauração do imponente prédio é por demais alvissareira, ao massagear o ego dos estudantes que por lá passaram. A servir de exemplo, um tempo em que a educação era inclusiva, disciplinadora, rigorosa, respeitosa...Mas não esqueço dos quadros, inclusive o meu...
Fotos do Editor, com exceção desta, última
Edição: Mário Pires Santana  

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