segunda-feira, 23 de setembro de 2019

FMS promove mutirão de busca ativa da hanseníase em quatro pontos da capital

Por *Camila Carvalho
Ascom/FMS
Encerrando as atividades da Semana Estadual de Combate a Hanseníase, a Fundação Municipal de Saúde promoveu, na manhã desse sábado (21/09), o Mutirão de Manchas, que é uma busca ativa de casos da doença. A ação aconteceu em quatro pontos de diferentes zonas da cidade: no Ambulatório do Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB); na Unidade Básica de Saúde Reginaldo Castro/Renascença; no Ambulatório do Hospital Geral do Promorar e na Unidade Básica de Saúde Piçarreira, durante o evento Teresina em Ação.
Durante o mutirão, profissionais da FMS realizam a avaliação de casos de pessoas com manchas na pele, em uma triagem de possíveis de casos de hanseníase. “A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria onde as manifestações são principalmente qualquer tipo de lesão de pele com perda de sensibilidade. Seria aquela mancha onde o paciente não sente dor, não sente qualquer tipo de agente no local”, esclarece o infectologista Carlos Gilvan Nunes, chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS. “Além da mancha, a hanseníase pode acometer nervos, o que leva a casos de incapacidade, de deformidade nos estados avançados da doença. É uma doença de transmissão respiratória, e por isso a gente também avalia casos de contatos da doença”, complementa o médico.
Foi este o caso de Doraci Leite, de 52 anos. “A minha cunhada teve hanseníase e se tratou há dois anos, e como eu estava sentindo uma dormência nas mãos resolvi vir aqui”, relata. O exame é feito por meio de um teste de sensibilidade na pele, pelo contato com tubos quentes e frios dentro e fora da mancha para detectar alguma diferença na sensibilidade. Doraci teve resultado negativo, mas em caso positivo, o paciente é encaminhado para tratamento, que é feito por uma combinação de medicamentos e fornecido gratuitamente pela Atenção Básica Municipal.
O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, após um mês tomando a medicação, a pessoa já não transmite a doença. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menores as chances de sequelas decorrentes da doença, que podem ser neurológicas e até mesmo deformações.
Teresina, apesar da tendência de redução dos casos, ainda apresenta altos coeficientes de detecção de Hanseníase, continuando a ser um grave problema de saúde pública, portanto todos os esforços devem ser somados para o enfrentamento da doença nas três instâncias do Sistema Único de Saúde seja federal, estadual ou municipal.
Teresina tem mantido uma série histórica de hiperendemicidade. No ano de 2018 foram diagnosticados 350 casos novos de hanseníase na população geral o que corresponde a uma taxa de detecção de 40,6 casos/100.000 habitantes, em comparação com a média nacional de 12,23 casos/100.000 habitantes é cerca de quatro vezes maior.
Outro indicador que se destaca é a taxa de detecção em casos menores de 15 anos, ou seja os casos de Hanseníase Infantil. Em 2018 foram detectados 26 casos novos de hanseníase nesta faixa etária o que corresponde a uma taxa de 12,7 casos/100.000 habitantes. A prevalência de Hanseníase Infantil significa transmissão recente da doença por possível contato com pessoas doentes não tratadas, manutenção da endemia, bem como severidade da doença se não for detectada de forma precoce e tratada oportunamente.
Grifos do Editor
Fonte: 180graus.com 
*Ascom/PMT
Edição: Mário Pires Santana

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