terça-feira, 10 de setembro de 2019

Huck se apropria do discurso de Lula e flerta com candidatura em 2022

(Foto: Davis Sena Filho)
Numa série escandalosa de enunciados idênticos aos do ex-presidente Lula, o apresentador da Globo, Luciano Huck, lançou-se - não oficialmente - à presidência da República para 2022. Ele disse: "eu não convivo bem com a polarização. Eu não sou um cara do grito, de falar alto. Eu não enxergo as pessoas que pensam diferente de mim como inimigos", discurso idêntico às recentes falas de Lula em entrevistas. Huck possui a cara do golpista e conspirador Itaú, banco da família Setúbal, que apoiou mais um golpe contra o Brasil e seus interesses. Enquanto isso, Lula está a enfrentar a perseguição mais infame, sórdida e covarde experimentada por um político brasileiro, cujos algozes principais são a Globo, o Judiciário, o MPF e a PF, com a cumplicidade notórias do STF. 
Por Brasil 247

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca mais trechos da fala do apresentador a uma plateia de executivos, nesta segunda-feira (9), em São Paulo. A matéria destaca que "enquanto desfiava histórias de pessoas que conheceu ao viajar o país para gravações do programa "Caldeirão do Huck", ele cobrou soluções para a desigualdade ("É decorrente da cultura escravocrata"), a miséria ("Lá [no norte de Minas] é fome, fome mesmo") e as favelas ("Viraram parte da paisagem, e não podem ser")."
O trecho a seguir impressiona pela semelhança com o discurso historicamente consagrado de Lula, inclusive nas referências: "a gente não acha que a gente vai discutir redução de desigualdade ou solução para a favela no Brasil com um monte de gente branca, rica, sentada numa mesa na Faria Lima."
Huck imitou Lula mais uma vez: "se a gente não fizer nada, este país vai implodir", resumiu, pausando a voz. "O abismo social é gigantesco, a desigualdade social é gritante. É inaceitável. Estou falando do fundo do meu coração."
Para completar, ele falou do "afeto", palavra sempre presente nas falas de Lula: "eu quero ser um cidadão cada vez mais ativo, eu quero contribuir como for possível para que o Brasil seja um país mais eficiente e mais afetivo."
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana

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