terça-feira, 8 de outubro de 2019

Discurso do Deputado Federal, Paes Landim sobre o saudoso desportista, Osvaldo Brandão

Sr. Presidente, eu queria hoje desta tribuna registrar a morte do meu querido amigo e ilustre parnaibano Osvaldo Brandão. Eu o conheci há cerca de 10 anos, quando me identifiquei com o Parnahyba Sport Club, o clube mais antigo do Piauí e um dos mais antigos do Nordeste brasileiro. Oswaldo Brandão era a alma do clube, embora morasse aqui em Brasília.
Diplomado em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará, participou da federação universitária de voleibol no Ceará e do campeonato universitário brasileiro. Aposentou-se no Ministério da Agricultura como agrônomo e fixou residência em Brasília. Casou-se e constituiu residência própria também em Parnaíba, para onde sempre ia, sobretudo para prestigiar o seu Parnahyba.
Recordo-me, Sr. Presidente, de que há acerca de 3 anos, salvo engano, recebi um telefonema seu, dizendo: "Eu quero que o amigo vá à Parnaíba, porque vai ter eleição para o novo conselho deliberativo do clube e, consequentemente, da presidência do clube, e temos que eleger o Batista", um parnaibano e bom amigo do bairro da Catanduvas, onde fica a igreja de São Judas Tadeu, que eu costumo frequentar de vez em quando.
Havia dificuldade de voos para a Parnaíba. Ele pegava o avião em Brasília e ia até Campinas, em São Paulo, de onde pegava um voo da Azul. Ele fez isso várias vezes. Tinha paixão pelo Parnaíba. Era um homem respeitado, de convicções firmes, um homem correto.
Estive com ele, Sr. Presidente, na véspera da eleição, na sua residência. Ele estava preocupado com a minha reeleição, já tinha disputado 8 mandatos e ia disputar a nona eleição, segundo ele, seria a mais difícil, dependendo do apoio de bons amigos como ele, com dificuldades. Depois da eleição, ele andou me ligando algumas vezes.
Eu deixei de propósito o meu telefone fora de área durante 1 mês, porque eram tantas as manifestação de amigos a respeito do resultado das eleições, até de pessoas que não tinham votado em mim. Resolvi dar o silêncio ao telefone por algum tempo. Vi depois várias ligações do meu querido amigo Osvaldo Brandão, saudoso amigo. Prometi a mim mesmo que iria visitá-lo, fazer uma surpresa aqui em Brasília, mas nunca imaginei que aquele homem forte e cheio de vida fosse de repente desaparecer. 
Foi um susto para mim quando, no domingo passado, recebi de uma querida amiga minha, a Marina Santana, uma mensagem com a notícia da morte de Osvaldo Brandão. Aos 80 anos de idade, foi encontrado morto na sua casa, no sábado, em Brasília, salvo engano, e seu corpo foi depois levado para Parnaíba, sua terra querida. Em vida respondeu interinamente pela Presidência do Parnahyba.
Sr. Presidente, eu queria apenas neste momento citar aqui um artigo muito interessante sobre Osvaldo Brandão, de autoria de outro querido amigo, sob o título Grande Osvaldo, Miguel Bezerra Neto. Assim ele se expressou: 
“Grande Osvaldo”... Era assim como ele era conhecido e como nós o chamávamos. E o “Grande” neste caso tem várias conotações, sentidos, contextos: Era grande pela sua envergadura física, pois tinha um metro e noventa, mais ou menos bem distribuídos.
Era grande em suas ações, pois sempre foi um homem de postura reta, compromisso com a probidade, com o certo, com o honesto. Era grande, principalmente, no coração e na alma e, de forma anônima, ajudava aqueles que a ele se socorriam.
E foi justamente essa grandeza moral e espiritual o atributo que a todos nos cativou. Sempre que precisávamos de seus conselhos (bem abalizados, diga-se de passagem) a ele nos socorríamos, e ele sempre, eu disse sempre, estava disposto a nos ensinar alguma coisa, a nos ajudar, a oferecer a mão amiga para resolver o problema.
Muito mais do que o cartola, apaixonado pelo nosso Tubarão, que sabia como ninguém a sua história desde a sua fundação e que doou, do fundo de sua alma, relevantes serviços como conselheiro, vice-presidente e pr 
que todos nós consultávamos antes de tomar uma decisão. Era como aquele melhor amigo que nos aconselhava e nele tínhamos confiança. 
Sr. Presidente, em seu artigo, continua com belas considerações sobre o "Grande Osvaldo". 
Eu lamento por, nos últimos meses, não ter me avistado com Osvaldo, e tenho certo remorso. Acho até que, durante a própria campanha, embora vivesse em Parnaíba e em Brasília, devia tê-lo mais consultado, mais ouvido. 
Era um homem fantástico, firme nas suas convicções. Tinha uma concepção de vida interessante. Tinha seu próprio modo de sentir a sua Parnaíba. 
Nesse sentido, Sr. Presidente, eu não poderia deixar de prestar essa sentida homenagem a essa grande figura humana chamada Osvaldo Brandão. 
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Fonte: Email do Deputado
Edição: Mário Pires Santana 

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