domingo, 29 de dezembro de 2019

Fazer bom uso do tempo

Nesse sentido, não podemos usar mau nosso tempo, desperdiçando-o com coisas inúteis ou inócuas, com sentimentos ruins.
Por Álvaro Mota
Tempo/Foto/Divulgação
O futuro nunca está ao alcance de nossa vista, mas sempre próximo o bastante para sabermos de sua existência, nunca, porém, sua aparência. Por isso, se nós queremos um futuro belo e bom, temos que cuidar dele no presente, trabalhando, fazendo esforço contra a injustiça, agindo contra a intolerância e o ódio, atuando para que todos possam viver em paz e em abundância.
Sabemos que não haverá futuro bom, belo, justo, de progresso social, econômico e humano se não trabalhamos agora para que as nossas esperanças presentes se confirmem como solidez de coisas boas e belas nos tempos que estão por vir.
Nesse sentido, não podemos usar mau nosso tempo, desperdiçando-o com coisas inúteis ou inócuas, com sentimentos ruins. O tempo é um tesouro de agora e usá-lo com sabedoria é praticamente a certeza de dias melhores nos anos que estão por vir.
Parace-me ser muito razoável que pensemos no tempo como um espaço vital em que temos que construir as melhores coisas da vida, boas relações com nossos semelhantes, emoções positivas que concorram para convivências harmoniosas… O tempo se esvai se o perdemos em esforços inócuos ou com ações destrutivas ou beligerantes. Nada pior que o tempo desperdiçado com coisas negativas.
Com efeito, usar bem o nosso tempo deve ser tarefa de todo dia. E como fazê-lo? Um bom começo é ter por hábito a noção de que é preciso medir e pesar cada uma de nossas ações, de modo que a execução delas não se torne um tormento. O bom uso do tempo requer o bom senso de planejar melhor o que se quer fazer.
Devemos cuidar do tempo com acuidade, posto que é grande tesouro, mas finito, esgotando-se dia após dia, esvaindo-se como se dá numa ampulheta. Nada podemos fazer quanto o passar do tempo, mas muito podemos fazer para melhor aproveitá-lo em nosso favor.
Sobre isso, cabe um ensinamento de Raduan Nassar, em “Lavoura arcaica”, quando o escritor nos diz que rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira. 
Assim, sigamos pelo tempo construindo o bom e o belo para nós e todo o resto do mundo.
Fonte: Piauí Hoje
Grifos do Editor
Edição: Mário Pires Santana

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