quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Na contramão do Brasil, Piauí registra redução da população ocupada

Em seis anos, a população ocupada reduziu 7,54% no estado do Piauí; diferente do Brasil, que registrou aumento nesse mesmo período.
Por Carlienne Carpaso (com informações do IBGE)
Foto: Valmir Macêdo/Cidadeverde.com
O dado faz referência a pesquisa "Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2018" divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traz informações suplementares por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC).
De acordo com o IBGE, "a quantidade de pessoas ocupadas no Estado caiu de 1,33 milhão, em 2012, para 1,23 milhão em 2018. O resultado vai na contramão dos dados obtidos no Brasil, que registrou crescimento de 3,47% da população ocupada neste mesmo período". 
No Piauí, os setores que mais registraram redução foram:
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: -23,68%
Indústria geral: -34,62% da construção: -20,15%
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: -1,46%
Serviços domésticos: -29,54%.
"Nesse mesmo intervalo de tempo, houve aumento de pessoal ocupado, no Piauí, nos setores de transporte armazenagem e correio (23,47%), de alojamento e alimentação (11,39%), de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (35,25%), de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (12,82%) e de outros serviços (16,77%)", ressaltou o IBGE.
Sindicalização
A pesquisa também divulgou que o estado do Piauí ficou em primeiro lugar percentual de pessoas associadas a sindicados no país, apesar da redução entre os anos de 2012 e 2018. Nesse período, o estado sofreu redução de 9,92%, mas, ainda assim, ficou à frente dos demais estados brasileiros. " Desde o início da pesquisa, em 2012, o Piauí é o Estado com maior percentual de sindicalizados do Brasil", confirmou o Instituto.
CNPJ e Informalidade
Outro dado é o aumento do número de pessoas que trabalham por conta própria com registro em CNPJ. No entanto, a maioria desses continua na informalidade. Em 2012, cerca de 4,6% dos trabalhadores por conta própria tinham registros no CNPJ. Já em 2018, 10.7% dos trabalhadores por conta própria já possuíam registro no CNPJ. Assim, houve um aumento expressivo no registro do CNPJ, mas ainda assim, em 2018, haviam 89,3% dos trabalhadores por conta própria sem registro, denotando a grande informalidade. "O aumento no percentual de pessoas ocupadas por conta própria com registro no CNPJ deslocou o Piauí da segunda menor posição nesse quesito para a décima segunda menor no período de 2012 para 2018", diz o IBGE.
Em relação ao CNPJ, o IBGE apontou ainda que "cerca de 68,6% dos empregadores do Piauí possuíam CNPJ em 2018. De 2012 a 2018, houve aumento de 35,83% no quantitativo de empregadores que formalizaram seus negócios no Estado". 
"Em 2018, cerca de 67,2% das empresas tinham até cinco funcionários no Piauí. Cerca de 17,7% possuíam 51 ou mais colaboradores. Estão excluídos desses percentuais os servidores públicos e os trabalhadores domésticos".
Ocupação
Em 2018, 94,7% dos trabalhadores no Piauí desempenhavam suas funções durante o dia. Esse percentual foi considerado pelo IBGE como o "segundo maior do Brasil nesse quesito, ficando atrás apenas do Amazonas (95,5%)".
Além disso, "apenas 5,3% dos trabalhadores do Piauí estavam ocupados total ou parcialmente à noite. Dentre eles, 67,42% eram do sexo masculino e 32,58% eram do sexo feminino".
Por falar no sexo masculino, " Os homens também eram maioria no total de pessoas ocupadas no Piauí, independentemente do turno de trabalho, em 2018. Aproximadamente 58,38% dos trabalhadores eram do sexo masculino, enquanto 41,62% eram do sexo feminino". 
Os estabelecimentos rurais também está presente na pesquisa e colocou o Piauí, mais uma vez, em segundo lugar, ficando atrás apenas de Rondônia (27,5%), pois, de acordo com o IBGE, em 2018, "cerca de 24,3% dos empregados (piauienses) trabalhavam em fazendas, sítios, granjas, chácaras, etc. O valor supera a média do Brasil (10,7%)".
Fonte: cidadeverde.com
Grifos do Editor
Edição: Mário Pires Santana

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