quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Pepe Escobar: Rússia e China sabem que o Brasil está frágil e querem ampliar os BRICS

O jornalista Pepe Escobar afirmou em entrevista à TV 247 que Rússia e China pretendem ampliar o grupo dos BRICS, que hoje também conta com Brasil e África do Sul. Ele disse que os dois países não contam com o Brasil e, por isso, querem integrar outras bandeiras ao grupo, como por exemplo a Argentina. “Como eles veem que o Brasil está completamente fora do mapa no momento, eles querem trazer outros”, contou. Assista.
Pepe Escobar, Xi Jinping e Vladimir Putin (Foto: Brasil247 | Reuters)
Por Brasil 247
Por Brasil 247

Em entrevista à TV 247, o jornalista Pepe Escobar contou que China e Rússia querem ampliar os BRICS, para formar então o BRICS ‘plus’. O atual grupo conta atualmente com África do Sul e Brasil que, segundo o jornalista, não é da confiança das três maiores potências da turma atualmente.
Segundo Pepe, integrantes do Valdai Discussion Club, um grupo de discussões que se reúne inclusive com o presidente russo anualmente, afirmaram que os países cotados para também integrar os BRICS são Argentina, Turquia,
Indonésia e Coreia do Sul. “Meus amigos do Valdai Club me falaram uma coisa super importante: a Rússia e a China querem o BRICS ‘plus’. Como eles veem que o Brasil está completamente fora do mapa no momento, eles querem trazer outros; Argentina, Turquia, Indonésia e a Coreia do Sul”.
O jornalista também revelou que participantes do Valdai Club o disseram que o Brasil não tem atualmente a confiança russa. “A presidência dos BRICS em 2020 é russa, ou seja, não só vamos ter todas aquelas cúpulas importantes em São Petersburgo e Vladivostok, como talvez até em Sochi. A agenda são os russos. Eles me disseram ‘no momento a gente não está contando com o Brasil para nada’”.
Pepe Escobar afirmou que os possíveis novos participantes do BRICS já são unanimidade entre China, Rússia e Índia. Ele também explicou que o Irã não é um dos cotados para o BRICS ‘plus’ porque os países temem sofrer represálias dos Estados Unidos com sanções.
Fonte: Brasil 247
Edição: Mário Pires Santana

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