quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Solidão faz procura pelo CVV aumentar 30% no Natal e Ano Novo

As pessoas podem conversar com os voluntários do CVV através do site oficial do centro ou através do número 188.
Por Nathalia Amaral
As festividades de fim de ano podem trazer gatilhos emocionais que despertam sensações de desamparo, tristeza e solidão. (Foto: Folhapress)
O período de final de ano, com o Natal e o Ano Novo, é um momento de comunhão entre familiares e amigos. É comum que nas confraternizações se compartilhem, além de presentes, afetos e gratidão pelos momentos vividos ao longo do ano. No entanto, para algumas pessoas, as festividades de fim de ano podem trazer gatilhos emocionais que despertam sensações de desamparo, tristeza e solidão.
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Muitas dessas pessoas acabam por procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV) para compartilhar essa dor e conseguir desabafar os seus sentimentos. Nesse período, a procura por apoio emocional cresce cerca de 30% através do número 188, destinado exclusivamente para as pessoas que querem e precisam conversar.
Segundo o Coordenador de Comunicação do CVV no Piauí, Eyder Mendes, as pessoas que procuram o centro não têm com quem comemorar as datas festivas e muitas vezes sequer conseguem pensar em motivos para celebrar o início de um novo ciclo.
Coordenador de Comunicação do CVV no Piauí, Eyder Mendes. (Foto: Jailson Soares/O Dia)
Entre os motivos que podem ser elencados para o despertar desses gatilhos estão perdas de entes queridos, perdas materiais, o isolamento de familiares e amigos e, em especial, doenças físicas ou psiquiátricas, como a depressão. 
“Eles querem às vezes compartilhar essa dor, é quando todo mundo está junto em família e eles estão sem ninguém, ou se sentem sem ninguém. São pessoas que têm a dor da solidão e querem compartilhar com a gente, desabafar, às vezes querem ser só ouvidos”, relata.
As pessoas podem entrar em contato com os voluntários do CVV através do site oficial ou através do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil, inclusive municípios do interior, e são sigilosas.
“Não precisa se identificar, dizer o nome e nem de onde é. O que ela conversar com os nossos voluntários vai ter a garantia do sigilo, não estamos aqui para criticar, para julgar, estamos aqui para acolher as pessoas que ligam pra gente”, finaliza Eyder, acrescentando que ao todo o CVV possui 118 postos para atendimento todos os dias do ano e 24 horas por dia
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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