sábado, 4 de janeiro de 2020

A Lagoa do Bebedouro

Por *Mário Pires Santana
Um dos mais belos recantos de Parnaíba, a Lagoa do Bebedouro é talvez o mais importante acidente geográfico do município. Por constituir-se numa grande bacia, recebe as águas pluviais adjacentes, e hoje, nas grandes marés, as do Rio Igaraçu. Imagina-se que nasceu juntamente com a cidade. No passado esse lago servia de bebedouro para o gado, que pastava nessa zona eivada de rusticidade. Talvez, dessa cena aparentemente campestre, tenha gerado o seu nome, que logo passou a ser o nome do Bairro do Bebedouro.
Essa lagoa, em seu início, por encontrar-se a aproximadamente 3 km do centro da cidade, distância essa muito grande para a época, serviu de manancial para
as classes menos favorecidas. Dali, os pescadores e lavadeiras, diariamente tiravam o seu sustento.
Segundo a narrativa do escritor e historiador, Renato Neves Marques, no seu livro 19 de Outubro “O Dia do Piauí”, as tropas de Fidié quando em 1822 se deslocaram de Oeiras para Parnaíba, com o intuito de afogar o movimento pela independência, acamparam inicialmente às margens da lagoa.
A sua área limita-se ao norte, com a Avenida Coronel Lucas; ao sul, com a Rua Godofredo de Miranda; ao leste, com a Avenida José de Moraes Correia e ao oeste com a Avenida das Normalistas. 
Na verdade esse magnífico recanto --- devido ao crescimento da cidade, hoje facilmente interligado com os bairros e o centro --- não recebeu ao longo do tempo, os investimentos necessários para sua urbanização, com o consequente uso como uma excelente área de lazer para os munícipes, e um belo cartão postal para os turistas que aos poucos chegam a Parnaíba. Suas águas bastante poluídas, não são mais usadas pelos pescadores e lavadeiras. A propósito, há uns catorze anos a prefeitura de então fez um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 3 milhões que seriam destinados à sua total despoluição e urbanização. Não sabemos por quais motivos a obra foi iniciada, mas jamais concluída.
Em tempo: a atual administração da cidade, planejou e executou, uma ampla e bela reforma, Com uma urbanização belíssima e geral, em todo o seu contorno; com uma feérica iluminação. 
*Escritor, jornalista, co-autor do  livro, Parnaíba de A a Z e autor do livro, "De Parnaíba a "Bagdá
Grifos do Editor
Edição: Mário Pires Santana

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