domingo, 26 de janeiro de 2020

*O balbucio*

Por *Gustavo Rosal

"A vida é essencialmente romanesca ao poeta" - já ouviste, não?, Consulto as gramáticas, sábios, os termos do notário de minha cidade, as bibliotecas pouco luxuosas mas sempre altivas, suas consciências do esquecimento. É de costume dizer, mesmo que, vez ou outra, surja um poeta queixoso ou moderno que conteste, vigoroso, o histórico destino. O silêncio, a escassez, as paredes do caráter e as falhas nas paredes servem feito um caminho pontilhado ao romantismo de ser poeta. Ou talvez sirvam de engodo, simplesmente. Resmungo, sem grandeza ou iluminações, como quem reproduzir as modas de memória: "ofício mais desordenado...". Também vê-se quem diga que a nada serve como ofício ser poeta. Sou brasileiro e tão lúcido quanto me permitem supor os elogios dos familiares e grupos sociais, e isso, sinceramente, canta os romantismos da minha vida. Mas insisto, insisto, insisto nervosamente, ou triste, ou arredio, amoroso - é quando o riso mais terno me invade e se espalha por meu rosto.
*Gustavo Rosal é escritor, especialmente poeta, cronista e contista. Participou das coletâneas "Versania" e "Contos entre Gerações", ambas de repercussão na cidade de Parnaíba, para além de outras publicações em jornais culturais, revistas, sites, blogs, redes sociais e afins, a exemplo do jornal "O Piagüí", o blog da Academia Parnaibana de Letras, o espaço "Escrever sem Fronteiras", de iniciativa do Sesc, "Trema", "Gueto", "Vacatussa". É bacharelando em Direito pela UESPI. Nascido em Teresina, no ano de 1996.
Edição: Mário Pires Santana

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