quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

STF derruba censura ao especial do Porta dos Fundos

Em nota, Dias Toffoli diz que programa é uma “sátira humorística” e não abala fé cristã
Por Jornal GGN
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acaba de derrubar liminar impetrada pela 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que censurou o programa “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela produtora Porta dos Fundos para o Netflix.
“Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou Toffoli na decisão.
A censura havia sido proposta pelo desembargador Benedicto Abicair, a pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura – cujo pedido para retirar o programa do ar havia sido negado em primeira instância.
Em nota publicada no Twitter, a produtora Porta dos Fundos se posicionou contra qualquer ato de censura, violência, ilegalidade, autoritarismo “e tudo aquilo que
não esperávamos mais ter de repudiar em pleno 2020”.
“Para quem não valoriza a liberdade de expressão ou tem apreço por valores que não acreditamos, há outras portas que não a nossa. Seguiremos publicando nossos esquetes todas as segundas, quintas e sábados em nossos canais”, diz a produtora. “Por fim, acreditamos no Poder Judiciário em manter a defesa histórica da Constituição Brasileira e seguimos com a certeza que as instituições democráticas serão preservadas”.
Por conta da exibição do programa, a sede da produtora, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, foi alvo de ataque na madrugada de 24 de dezembro. Na ocasião, dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel. Houve danos materiais no quintal e na recepção.
O Jornal GGN recebeu denúncia e publicou o material que apontava o grupo Comando de Insurgência Popular Nacionalista e seu líder Eduardo Fauzi. A matéria foi publicada no dia 28 de dezembro e pode ser lida aqui.
Fonte CGN
Grifos do Editor

Edição: Mário Pires Santana

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