sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Coronavírus: Piauí tem 14 hospitais para receber pacientes suspeitos

Após confirmação da doença no Brasil e declaração de emergência internacional pela OMS, o Estado prepara um plano de prevenção e contenção da doença aqui no Estado.
Por: Maria Clara Estrêla
O Hospital Natan Portela é referência no recebimento e tratamento de casos suspeitos de coronavírus no Piauí - Foto: O Dia
Nesta quarta-feira (27), o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o que levou as Secretarias Estaduais de Saúde em todo o país a reforçarem seus protocolos de prevenção, contenção e atendimentos a pacientes com risco de contaminação. Aqui no Piauí, a Sesapi informou que os procedimentos não mudam muito em relação ao que já havia sido estabelecido quando o novo coronavírus era apenas uma suspeita.

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A rede se assistência do Piauí conta com 14 hospitais de retaguarda para receber em caráter primário possíveis casos da doença no Piauí. São eles: o Hospital de Urgências de Teresina (HUT), Hospital Universitário (HU), Hospital Infantil Lucídio Portela, Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina. 
Já no interior, são portas de entrada para o recebimento de possíveis pacientes contaminados o Hospital Regional Justino Luz, em Picos; o Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri; o Hospital Regional Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato; o Hospital Regional Senador Dirceu Arcoverde, em Uruçuí; O Hospital Regional Senador Dirceu Arcoverde, em Parnaíba; o Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano; Hospital Regional Deolindo Couto, em Oeiras, o Hospital Regional de Campo Maior e o Hospital Regional Manoel de Sousa Santos, em Bom Jesus.
No Estado, a unidade de referência para o recebimento e tratamento de possíveis pessoas contaminadas pelo novo coronavírus é o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela. O Portal O Dia conversou com o diretor da unidade de saúde, o doutor José Noronha, que explicou o procedimento a ser adotado caso sejam identificados pacientes com suspeita da doença. “O caso vai ser identificado numa Unidade de Pronto Atendimento. O paciente vai ser avaliado por um médico e em confirmação da suspeita, o profissional de saúde imediatamente notifica a Sesapi, que vai compartilhar as informações com o Ministério da Saúde e definir o que será feito”, diz.
José Noronha, diretor do Hospital Natan Portela, explicou o procedimento a ser adotado caso sejam identificados pacientes com suspeita da doença - Foto: Assis Fernandes/O Dia
José Noronha explica que caso o paciente esteja bem, sem nenhuma complicação aparente, ele pode ficar em quarentena em casa, sendo acompanhado por uma unidade básica e pelo setor de epidemiologia da Sesapi. Mas caso ele apresente quadro de pneumonia ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ele deverá ser encaminhado para o Hospital Natan Portela onde ficará em observação.
“É feita, então, a coleta de amostra para o teste do painel viral no Lacen, onde vão atestar se esse vírus está relacionado a alguma das doenças já catalogadas. Se der positivo para outra síndrome, a suspeita do coronavírus é descartada, mas se der negativo, a amostra é enviada ou para a Fundação Oswaldo Cruz ou para o Laboratório Carlos Chagas onde é feita a contraprova com um painel viral mais amplo. Se mesmo assim, der negativo para outra síndrome, significa que o caso é confirmado para coronavírus. O protocolo segue o mesmo padrão em todos os países: o paciente será posto em quarentena para dar início ao tratamento”, detalha o José Noronha.
De acordo com ele, espectro mais severo da contaminação por coronavírus é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma doença para a qual a rede de atenção já possui capacitação para lidar. Isso, conforme afirma Noronha, facilita no tratamento dos casos confirmados. O trabalho agora é para capacitar os profissionais da saúde de modo que eles orientem a população corretamente quanto à prevenção e tratamento da doença.
Vale frisar: os sintomas do novo coronavírus são semelhantes aos de uma gripe comum como tosse, espirro, febre, cansaço, dores no corpo, inflamação na garganta e, em alguns casos, diarreia. É importante que o paciente procure um posto de saúde em caso de suspeita. A contaminação pode acontecer por vias respiratórias e contato físico com pessoas infectadas. 
Recomenda-se que pessoas doentes ou com suspeita do vírus evitem aglomerações e mantenham repouso. Deve-se tapar a boca e nariz ao tossir e espirrar, higienizar as mãos e superfícies com água, álcool em gel e manter o ambiente em que se vive limpo e ventilado. Quem for viajar para áreas de risco ou quem apresentar sintomas de gripe devem fazer uso de máscaras.
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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