quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Governo dará reajuste de 4,31% para servidores na forma de auxílio alimentação

Por Jordana Cury - Economia&Negócios
Foto: arquivo/Cidadeverde.com
Depois da mensagem específica para os servidores da Educação, o Governo do Piauí deve enviar à Assembleia Legislativa até quarta-feira (19) uma mensagem que abrange todos os demais servidores estaduais. Segundo o secretário de Administração, Merlong Solano, a mensagem terá dois eixos principais:
- reajuste de 4,31% na forma de auxílio de alimentação (esse percentual corresponde à inflação do ano passado)
- autorização da Assembleia Legislativa para que o Estado esteja autorizado a todos os anos conceder reajustes na proporção da inflação.
"A estimativa é que o acréscimo de receita seja de R$ 200 milhões por ano, se a inflação se mantiver em torno dos 4%", ressalta o secretário.
Questionado sobre a incapacidade do governo de dar aumento por estar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Merlong explicou que a expectativa do governo é sair da LRF ainda neste quadrimestre. "Mas, por enquanto, a gente tem a possibilidade de reajuste no auxílio alimentação. Como salário, não podemos", enfatiza.
Educação
A mensagem para os servidores da Educação foi enviada ontem à Assembleia
Legislativa. A proposta é de reajuste salarial de 4,17%, para compensar um auxílio alimentação que foi dado no ano passado. Esse percentual contempla aposentados e pensionistas. No caso dos ativos, o percentual será transferido do auxílio alimentação para o salário. 
A mensagem também apresenta o novo piso dos professores do Estado, de R$ 3.167,17, acima do piso nacional, que é de R$ 2.888,24, e a decisão de colocar como salário inicial da categoria o valor de R$ 3.595. "Os concursos realizados daqui para frente terão esse salário como inicial, para qualquer servidor 40 horas na área do magistério", esclarece Merlong.
Sem possibilidade de aumento
Merlong frisou ainda que o governo não tem como flexibilizar a proposta, mesmo com a continuidade da greve. "A situação financeira do Estado continua muito delicada. Tivemos decisões do governo federal que reduziram os recursos do Fundeb. Por exemplo, o coeficiente de participação caiu de um terço para 0,29%. Isso dá um prejuízo na ordem de R$ 70 milhões", completa o secretário.
"O Estado não tem condições de absorver novos aumentos. Estamos apelando para o bom senso", finaliza.
Fonte: cidadeverde.com
Grifos do Editor
Edição: Mário Pires Santana 

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