quarta-feira, 1 de abril de 2020

Capes corta 149 bolsas de pós-graduação da Ufpi em meio à crise de Covid-19

Os benefícios apoiam os discentes de programas de pós-graduação sem supor a concessão de bolsas de estudo. Medida impacta pesquisas, diz pró-reitora.
Por *Maria Clara Estrêla
Capes corta 149 bolsas de pós-graduação da Ufpi em meio à crise de Covid-19 - Foto: O Dia
O Governo Federal, por meio da Capes, anunciou neste sábado (28) o corte de 149 bolsas de pós-graduação stricto sensu do Programa de Demanda Social da Ufpi (Universidade Federal do Piauí). Os benefícios apoiam os discentes de programas de pós-graduação sem supor a concessão de bolsas de estudo. A Ufpi contava com 467 bolsas em 30 de junho de 2019, sendo 373 de mestrado e 94 de doutorado, distribuídas nos 53 cursos de pós-graduação stricto sensu, modalidade acadêmica, nos campi Teresina, Parnaíba e Bom Jesus.
Segundo a Pró-reitoria de Pós-Gradução (PRPG), as bolsas foram retiradas pela Capes de forma gradativa e inesperada. Inicialmente, por meio de Ofício Circular no dia 08 de maio de 2019, o órgão recolheu bolsas de Pós-Graduação “não utilizadas” do Programa de Demanda Social e do Programa Nacional de Pós-Doutorado, totalizando 118 bolsas, sendo 61 de mestrado e 57 de doutorado.
No último mês de fevereiro, a Capes alterou os critérios adotados para a distribuição de bolsas em todo o país no período de março de 2020 a fevereiro de 2021. Segundo a nova regulamentação, cada programa receberia seu quantitativo de bolsa com base nos seguintes critérios: nível do curso (mestrado/doutorado), tamanho do corpo docente, número de titulados e Índice
de Desenvolvimento Humano do Município onde o programa fica estabelecido.
A regulamentação trazia ainda o limite de perda ou ganho de 10% do total de bolsas de cada curso. No entanto, no último dia 03 de março, uma nova portaria editada pela Capes revogou parcialmente as regras divulgadas em fevereiro.
Para a Pró-reitora de Ensino de Pós-graduação, professora doutora Regina Gomes, a política adotada pela Capes dificulta o avanço da pós-graduação e das pesquisas mais qualificadas: “Neste momento de crise gerada pela pandemia da Covid-19, o fortalecimento da capacidade de produção científica e tecnológica é extremamente importante do ponto de vista do investimento em ciência e tecnologia. Esses cortes afetam diretamente a pesquisa na Ufpi, bem como o avanço para novas descobertas, já que as bolsas são associadas à pesquisa contínua e atingem a vida acadêmica e social do ponto de vista da instabilidade financeira”, destaca.
Já para o coordenador de Programas de Stricto Sensu da PRPG, professor doutor Welter Cantanhêde, a nova regulamentação da Capes vai na contramão dos avanços obtidos nos programas de pós-graduação da Ufpi nos últimos anos: “A Ufpi obteve um salto de qualidade nos programas de pós-graduação nos últimos três anos. Houve um incremento de mais de 200% na quantidade de cursos de doutorado, santo de 10 para 21 bem como a quantidade dos cursos. Hoje, mais de 50% dos cursos oferecidos pela Ufpi têm conceitos bom e muito bom”, explica o coordenador. 
*com informações da Ufpi
Fonte: portalodia.com
Edição: Mário Pires Santana

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