quarta-feira, 29 de abril de 2020

Investidores brasileiros esperam convulsões sociais após pandemia do coronavírus, diz pesquisa de banco suíço

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não terá vida fácil no pós-pandemia de coronavírus e 56% dos empresários e investidores esperam por convulsões sociais, saques ao comércio e protestos contra o aumento do desemprego. A pesquisa é do banco suíço UBS.
A instituição financeira afirma que 76% dos entrevistados estão, hoje, mais preocupados com o coronavírus e 54% temem eventuais protestos pelo aumento do desemprego.
O banco corrobora com a informação que o Blog do Esmael tem repassado aos leitores: a OIT (Organização Internacional do Trabalho) consideram o Brasil o país com o maior número de desempregados do mundo, em virtude da reforma trabalhista – e outras medidas supervenientes de Bolsonaro– que precarizara, uberizaram e informalizaram a mão de obra.
No desespero da fome, teme-se, poderá haver saques ao comércio e aumento da criminalidade em geral. Isso tudo geraria insegurança à sociedade e aos investimentos.
Segundo o levantamento, 43% dos investidores se preocupam também com a possibilidade de perderem seu “santo protetor” no governo, o ministro da Economia Paulo Guedes, o primeiro a ser “degolado” em público em caso de convulsão social para que sejam adotadas políticas desenvolvimentistas (pleno emprego, etc.) e keynesianas.
O levantamento mostra que os entrevistados são mais pessimistas com a economia global (45%) do que com a brasileira (38%), no primeiro trimestre deste ano.
Quanto ao fim da pandemia de coronavírus, 35% dos investidores avaliam que será em junho, 32% em setembro, 16% em dezembro e 17% apenas em 2021.
O UBS entrevistou mais de 2.928 investidores e 1.180 empresários entre 1º e 20 de abril de 2020.
Fonte: Blog do Esmael
Grifos do Editor
Edição: Mário Pires Santana

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