terça-feira, 5 de maio de 2020

Próximo ao Dia das Mães, Sindilojas diz que essa é a pior crise do comércio

Data, que é a segunda mais importante para o comércio, sofrerá os impactos causados pela pandemia do coronavírus.
Por Isabela Lopes
Tertulino Passos conta que lojistas já estavam com estoques comprados para temporada - Foto: Arquivo O Dia
O Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio, é considerado a data mais importante para o comércio, depois do Natal. Porém, este ano, devido ao novo coronavírus e às medidas restritivas de funcionamento dos estabelecimentos, os lojistas estimam um impacto negativo significativo. 
“É a pior crise que o comércio está passando na atividade comercial. O impacto vai ser bem negativo, porque nós não temos nenhuma expectativa de quando vai ter reabertura do comércio e isso impacta diretamente em todas as atividades comerciais do nosso Estado”, pontua o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas-PI), Tertulino Passos.
De acordo com ele, muitos lojistas já tinham investido na compra de produtos para a data, o que também acarreta em prejuízo. Passos explica que a preparação para o Dia das Mães inicia no mês de fevereiro, com os pedidos e compras de mercadorias, além da preparação estrutural para a data.
“Quando as atividades comerciais foram fechadas, todas as lojas já estavam com produtos em estoque ou chegando para poder fazer a campanha, e agora foram tolhidos com isso. Os lojistas ainda não estão nos repassando, mas sabemos que têm muitas lojas que já desistiram do negócio, porque não têm como manter os custos fixos sem ter perspectiva de reabertura das lojas, principalmente as pequenas [empresas]”, enfatiza.
Floricultura aposta em delivery para atender encomendas
Com os estabelecimentos fechados, a alternativa que os empreendedores encontraram é investir nas entregas delivery. Na floricultura da empresária Irani Márcia da Silva Araújo, todos os atendimentos presenciais foram suspensos e os clientes estão agendando as entregas com antecedência. 
“Estamos nos programando para funcionar somente via delivery. Eu acredito que as vendas não serão como nos anos anteriores, porque as pessoas iam nas floriculturas escolher seus arranjos. Porém, faltando cinco dias para o Dia das Mães, eu não tinha [nos anos passados] a quantidade de encomendas que tenho hoje. Acho que as pessoas esperavam para comprar no dia mesmo, e agora elas estão pedindo com antecedência. Estou com uma encomenda gigante para a véspera e para o Dia das Mães”, ressalta Irani Araújo.
Durante este período, os custos dos produtos tendem a subir, mas, para atrair os clientes, a empresária conta que decidiu não aplicar o reajuste nos arranjos. Segundo ela, a empresa está cobrando apenas o valor do produto e o frete.
“Todos os anos as flores aumentam quando chega a época das mães. Tudo aumenta, mas este não acrescentamos nada, estamos cobrando apenas a taxa de entrega. Não teremos as mesmas vendas que no ano passado, mas vamos estabilizar. Aqui na Avenida Marechal era um espetáculo visual, cada loja uma mais bonita que a outra, não tinha nem onde estacionar e isso influenciava nas vendas”, lembra. 
Fonte: Jornal O Dia
Edição: Mário Pires Santana

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