terça-feira, 9 de junho de 2020

Piauienses descobrem substância extraída do buriti que pode inibir o coronavírus

A informação foi publicada no blog Ciência Viva e a substância está presente no óleo do fruto.
Da Redação 
Imagem ilustrativa/Árvore de Buriti/Foto/Conexão Planeta
O blog Ciência Viva, do portal Cidadeverde.com, publicou na manhã desta terça-feira (09) a notícia de que um estudo realizado por pesquisadores do Piauí descobriu um óleo extraído do fruto do Buriti que apresenta substância capaz de inibir junto ao Complexo 2GTB-Peptidase, um dos principais componentes do envelope viral do vírus SARS-Cov2 (Covid-19). 
Os pesquisadores são vinculados ao Doutorado em Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o estudo foi desenvolvido pelo Grupo de Química Quântica Computacional e Planejamento de Fármacos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). O Prof. Dr. Francisco das Chagas Alves Lima, pesquisador que atua como professor de Química da Uespi e orienta no Programa de Pós-Graduação em Química UFPI foi quem liderou o estudo.
Segundo o colunista Francisco Soares, autor do blog Ciência Viva, o artigo com os resultados foi executado pelo Prof. Allan Costa do Instituto Federal do Pará (IFPA), como parte de sua pesquisa de doutorado, em parceria com mais três pesquisadores do mesmo grupo.
O Dr. Francisco Lima explicou ao Ciência em Vida que trata-se de um estudo teórico (in silico) em que foram determinadas as interações de nove moléculas presentes no óleo extraído do buriti em relação ao principal elemento do sistema enzimático do SARS-Cov2, o Complexo 2GTB-Peptidase. Destas nove moléculas pesquisadas, três compostos - 13-cis-caroteno, 9-cis -caroteno e caroteno apresentam energias de ativação elevadas que podem reagir com o complexo enzimático do vírus, inibindo-o. A experiência usou técnicas de docagem molecular. Segundo estas técnicas, através de simulações em computadores são verificadas as arquiteturas das moléculas e com base nisso são executados cálculos sobre as forças e interações destas.
Essa descoberta vai abrir caminho para testes com estes compostos a serem feitas in vitro (testes laboratoriais) e in vivo (testes com cobaias), extraído de uma planta com ampla distribuição no Brasil, a Mauritia flexuosa, mais conhecido como Buriti, uma das palmeiras que estão no Brasão de Armas do Piauí e com ampla distribuição nas regiões do Cerrado Brasileiro.
O artigo foi aceito para publicação no Journal of Biomolecular Structure & Dynamics e estará disponível para consulta online a partir da próxima sexta-feira, 12/06.
Fonte: Cidadeverde.com
Informações: Ciência Viva
Edição: Mário Pires Santana

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